O ESTADO DE (IN) SEGURANÇA ALIMENTAR NO BRASIL E NO MUNDO: AGENDA 2030 E O COMBATE À FOME

Autores

  • Profa. Dra. Regina Vera Villas Bôas Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Autor
  • Profa. Ma. Durcelania da Silva Soares Universidade Estácio de Sá Autor

Resumo

A presente pesquisa procura examinar, no contexto da fome, questões importantes sobre o direito humano à alimentação adequada, no que tange o estado de segurança alimentar no Brasil e no mundo, voltando os olhos para a Agenda 2030. Apresenta entre os objetivos investigados: reforçar a relevância do direito à alimentação, sem o qual os demais direitos fundamentais não são materializados; refletir sobre o aumento da fome, o direito à alimentação adequada e o endurecimento dos efeitos provocados pela ausência de alimentação e pela insegurança alimentar mundial, que acenam para as dificuldades do acesso à alimentação adequada; discutir sobre o atual estágio das políticas públicas de (in)segurança alimentar e nutricional. A pesquisa se justifica pela importância e atualidade da temática investigada, que afeta enorme parcela da população nacional e global, exigindo o desenvolvimento, implemento e concretização de políticas nacionais e internacionais, que corroborem o abrandamento dessa realidade. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) detectou que, nos últimos três anos, houve um crescimento de 122 milhões de pessoas a mais que passam fome no mundo, em relação a 2019. Para 2030, estima-se que 590 milhões ainda passarão dias inteiros sem comer. No Brasil, mais de um terço da população ainda sofre de insegurança alimentar grave ou moderada, ou seja, pulam ao menos uma das três refeições diárias básicas. Como resultado parcial a pesquisa aponta a não concretização do direito à alimentação adequada e respectivo acesso, corroborando a afirmação que a plenitude humana requer a materialização dos demais direitos fundamentais que se integram/complementam e/ou realizam referido direito. Nesse sentido, o direito fundamental à alimentação adequada impõe o conhecimento das realidades nacional e global da fome, focando o seu estágio atual. Os estudos se valem do método de investigação dialético, desenvolvido pela pesquisa bibliográfica, documental e eletrônica.

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Biografia do Autor

  • Profa. Dra. Regina Vera Villas Bôas, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

    Bi-Doutora em Direito das Rel. Sociais (Direito Privado) e em Direitos Difusos e Coletivos e Mestre em Direito Rel. Sociais, todos pela PUC/SP. Pós-Doutora em Democracia e Direitos Humanos pela Universidade de Coimbra/Ius Gentium Conimbrigae. Professora e Pesquisadora dos Prog Graduação e Pós-Graduação em Direito da PUC/SP. Integrante dos GPs Eficácia dos direitos humanos e fundamentais: seus reflexos nas relações sociais da UFSE; e do PP “Diálogo de Fontes: Efetividade dos Direitos, Sustentabilidade, Vulnerabilidades e Responsabilidades (PUC/SP). CV: http://lattes.cnpq.br/4695452665454054; ID http://orcid.org/0000-0002-3310-4274

  • Profa. Ma. Durcelania da Silva Soares, Universidade Estácio de Sá

    Mestre em Direito pela Universidade Salesiano de São Paulo - UNISAL. Docente na Universidade Estácio de Sá – RJ. E-mail: durcelania@gmail.com. http://lattes.cnpq.br/1543810316645867

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Publicado

2026-02-25

Como Citar

VILLAS BÔAS, Regina Vera; DA SILVA SOARES, Durcelania. O ESTADO DE (IN) SEGURANÇA ALIMENTAR NO BRASIL E NO MUNDO: AGENDA 2030 E O COMBATE À FOME . Revista do Direito - FDCI, Cachoeiro de Itapemirim-ES, v. 7, n. 1, p. 10–30, 2026. Disponível em: https://repositorio.fdci.edu.br/index.php/revistadodireito/article/view/428. Acesso em: 14 mar. 2026.